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O efeito do Índice de Massa Corporal em pacientes cirúrgicos graves
Gupta, R., et al. JPEN, May 2013.
De acordo com os resultados do National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES) cerca de 34,2% dos adultos nos EUA, com 20 anos ou mais estão com sobrepeso, 33,8% são obesos, e 5,7% apresentam obesidade mórbida. Recentemente a Organização Mundial da Saúde (OMS) mostrou que em 2005 cerca de 1,6 bilhões de adultos com 15 anos ou mais apresentaram sobrepeso e pelo menos 400 milhões de adultos eram obesos. A expectativa da OMS é que em 2015 cerca de 2,3 bilhões de adultos estarão com sobrepeso e mais de 700 milhões serão obesa.

Percebe-se que a incidência da obesidade está aumentando, assim como o número de internações em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), portanto, o objetivo do presente estudo foi avaliar o efeito e as consequências da obesidade sobre a morbi-mortalidade em pacientes cirúrgicos internados em uma UTI, em Nova York, por mais de 24 horas.

Foram coletados dados demográficos, albumina sérica, comorbidades, necessidade e tempo de ventilação mecânica, pneumonia associada à ventilação mecânica, complicações, condição de admissão e de alta hospitalar, tempo de permanência hospitalar e na UTI, mortalidade hospitalar e na UTI, pontuação do Acute Physiology and Chronic Health disease Classification System (APACHE II), Acute Physiology and Chronic Health Evaluation (APACHE III), Multiple Organ Dysfunction Score (MODS) e Simplified Acute Physiology Score II (SAPS II). Todos os pacientes foram acompanhados até a alta hospitalar ou óbito. Os grupos foram divididos de acordo com a classificação de IMC, pela OMS:

1 . Eutrófico ( IMC: 18,5 a <25 kg/m2)

2 . Sobrepeso (IMC: 25 a <30 kg/m2)

3. Obeso I (IMC: 30 a < 35 kg/m2)

4 . Obeso II (IMC: 35 a 40 kg/m2)

5. Obeso III (IMC: = 40 kg/m2)

Dos 1792 pacientes, 88 foram classificados com baixo peso, e excluídos do estudo, 711 (42%) apresentavam IMC eutrófico, e 993 (58%) eram classificados com sobrepeso ou obesos. Sendo a obesidade mais prevalente em pacientes com idade inferior a 65 anos (64%).

O recente aumento da obesidade mundial é acompanhado pelo aumento no número de pacientes obesos que necessitam de cuidados em UTI. As alterações fisiológicas, nestes pacientes, podem influenciar negativamente na recuperação do pós-operatório, e ainda está associada ao aumento no tempo de ventilação mecânica e menor taxa de sobrevivência na UTI, como encontrado na metanálise de Morohunfolu, et al (2008).

Pacientes com um IMC de sobrepeso ou obesidade apresentaram uma longa dependência de ventilação mecânica, maior permanência na UTI e uma maior tendência à mortalidade, porém sem significância estatística. Aqueles com mais de 65 anos apresentaram menor necessidade de ventilação mecânica, o que pode ser devido à menor prevalência de obesidade nesta faixa etária.

O presente estudo sugere que o IMC não é um bom preditor independente de mortalidade nos pacientes obesos graves. Além disso, houve uma tendência de diminuição da mortalidade na UTI no grupo de obesos, como visto por Ray, et al (2005), que observou que um aumento do IMC não está associada a piores resultados em cuidados intensivos. Assim, não houve diferença estatisticamente significativa entre os cinco grupos em relação a qualquer um dos três índices de comorbidade (APACHE III, SAPS, ou MODS).

Uma limitação do estudo é a diversidade dos motivos de internação, assim, os resultados encontrados podem não se aplicar a outros hospitais especializados.

As taxas de mortalidade não foram estatisticamente significativas entre as diferentes classificações de obesidade, quando comparado com o grupo eutrófico, apesar de apresentar um maior tempo de permanência hospitalar.

Portanto, podemos concluir, neste estudo, que a obesidade não afeta a mortalidade de pacientes cirúrgicos, e não pode ser utilizado como uma variável de resultado preditivo independente em pacientes internados em UTI.
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